Friday, March 15, 2013

Sobre crescer e evoluir

Um objetivo só é um objetivo enquanto ele não for atingido. Depois disso, outro objeto seduzirá nosso foco e depois outro e outro. 
Assim se dá nossa busca contínua. Independentemente pelo quê.

Isso, justifica minha constante busca por crescimento e evolução. Ainda que tímida, mas incomodativa. Mas percebo que a grande riqueza vem antes do objetivo, ela surge com o processo de desenvolvimento em si. A cada ganho de conhecimento, cada experimento, cada hábito adquirido, cada reconhecimento.

Mais uma vez, a importância dos pequenos passos, das doses contínuas.
Não existem atalhos. O propósito está, justamente, no caminho como um todo.

Contudo, um dos grandes problemas (talvez uma característica da nossa época) é controlar o ímpeto de avançar mais rápido que podemos ou devemos. Consequentemente, o grande desafio é encontrar a velocidade adequada para aproveitar a jornada.

Thursday, March 7, 2013

Doses contínuas de empolgação



I'm a novelist - Matt Cutts
Gosto muito do site ted.com, TED: Ideas worth spreading. É um slogam e uma iniciativa muito foda bons. Para entender a citação acima, assista ao vídeo de Matt Cutts: Try something new for 30 days, no TED2011 (é possível incluir legenda em português).


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Sou um escritor. Pelo menos por 30 dias. Se for gratificante, como espero, por mais 30. E quem sabe onde isso vai parar?


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Não é tão simples quanto parece. A empolgação inicial é grande.

Imaginar o resultado de um projeto, pessoal ou profissional, em seu início ou durante sua concepção é sempre muito empolgante. As possibilidades, neste momento, são inúmeras.

Para exemplificar, vou traçar um paralelo com o mundo que conheço, projetos de desenvolvimento de sistemas. 
A empolgação de um cliente durante as fases iniciais de um projeto é normalmente muito grande. Ele consegue visualizar todos os benefícios que o novo sistema irá lhe trazer: resultados financeiros, agilidades do processo, novos clientes, novas vendas e incontáveis outras melhorias. Sobram espaços para perfumarias e, por vezes, falta objetividade no feijão com arroz.
A empolgação inicial foge juntamente com surgimento dos primeiros problemas, ou melhor, quando o trabalho de duro começa. Vem burocracia da formalização, documentações das necessidades, detalhamento das integrações e todos os pormenores de cada item. A animação inicial é substituída pela acomodação da espera dos resultados - o sistema concluído - que por muitas vezes, acaba sendo decepcionante ou, eventualmente, inexistente.

Mas esta é uma armadilha que não acontece apenas no mundo dos softwares. Particularmente, experimentei esta sensação por diversas vezes. Iniciando e não concluindo sonhos e projetos pessoais.

Para lidar com isso, minha tática é, aparentemente e simplesmente: controlar os passos e alimentar a empolgação com doses contínuas, acompanhando e evoluindo à cada etapa.


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Em primeiro lugar, considero que o mais importante é ter consciência de que os momentos de baixa virão. O desânimo e o cansaço estarão sempre de prontidão. Pessoas irão desmotivar. Sem contar outras situações adversas que podem (e provavelmente irão) acontecer.
É necessário estabelecer algumas ações para lidar com cada um destes fatores.

Jogando novamente em paralelo ao mundo dos projetos, é necessário mapear quais são os riscos deste projeto, aceitar suas existências e, muitas vezes, saber que eles se concretizarão. Mas acima de tudo, saber quais ações necessárias para mitiga-los.

Além de ter maneiras de defender-se destas situações, considero importante ter uma ideia de quais serão cada um dos passos. Não necessariamente um planejamento completo e detalhado, mas uma ideia relativamente clara. Aliado a isso, buscar determinação em criar os hábitos de executar e acompanhar estes passos e fundamentalmente, encontrar a gratificação a cada etapa e não apenas no resultado final. Transformar os passos em finalidades por si sós. 

Amalgamado a tudo isso, pensar positivamente.


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Simples de falar, fácil de compreender. O complicado é aplicar.
Entretanto, possível.

Tuesday, March 5, 2013

Primeiras impressões sobre Agilidade


Seguindo um dos princípios apresentados na sequência da própria postagem: Comece em algum lugar, qualquer lugar. Faça algo, qualquer coisa. Resolvi escrever. Quanto à qualidade do conteúdo, virá com a prática (espero), o objetivo das publicações ainda não está bem claro, de qualquer forma, segue o resultado.

Segue uma impressão pessoal, sobre uma série que apresenta de maneira geral o Desenvolvimento Ágil, escrita por Vin D’Amico para o site ExecutiveBrief. O foco aqui, será nos princípios da agilidade em si, não necessariamente na aplicação específica no desenvolvimento de sistemas. Ainda não tive a experiência prática do desenvolvimento ágil, mas os conceitos me atraem, não apenas no desenvolvimento de softwares em si, mas nos conceitos de agilidade como um todo.

A série sobre o Desenvolvimento Ágil é dividia em três partes, onde a primeira, pode ser encontrada aqui.

Separei algumas frases, para guiar o raciocínio e analisei as frases tendo em mente duas visões diferentes: coletiva e individual. A primeira é relacionada às equipes, basicamente de projeto, e no meu contexto, projetos de softwares, embora acredite que seja aplicável a outros contextos de equipes. Já a visão individual, tem um significado quase que motivacional, que visa explorar o assunto de uma ótica pessoal.

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We must recognize that developing software with agility is an enterprise-wide endeavor. Software developers cannot be agile if the corporate environment is rigid and prescriptive.
Simply having daily standup meetings does not mean you are practicing Scrum. Simply using sticky notes on a wall to track tasks does not mean you are practicing Kanban. Simply testing the software iteratively rather than waiting until the final project phase does not make you agile.
Some companies fail at agile software development simply because they expect too much, too soon. Invest in training and coaching, and give it time.
Comecei por frases negativas, quase desmotivantes, mas servem como uma dose de realidade, que mostram o quanto o entusiasmo desenfreado, despreparado, pode acabar prejudicando a aplicação de boas ideias e bons conceitos.
Considero que, entender o contexto antes da aplicação de qualquer mudança, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Obviamente que este mesmo entusiasmo é fundamental para o sucesso, mas deve ser balizado pela realidade do ambiente. 
Toda mudança deve vir guiada pelo seu propósito, a mudança deve existir por uma necessidade ou a identificação de benefícios que isso ela agregar, não por modismo.


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Great managers lead. They do not control. Great managers do not make all the team decisions. They do not approve everything. They most certainly do not make everyone wait while they “think about” the situation.
Já esta frase, serve como uma reflexão, um pequeno item a ser revisto durante a busca pelo desenvolvimento da liderança, apesar de estar se referindo aos gerentes.


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No segundo artigo, o foco é o resultado contínuo e crescente:
Start somewhere, anywhere. Do something, anything. Learn and adapt as you go. That’s agility.
The key point is a simple one. Agile teams respond rapidly. They quickly go from planning to designing to coding to testing to finishing. Then, they do it again — and they keep doing it until the software meets the goals defined by the stakeholders.
Mais uma vez, os conceitos não se limitam ao desenvolvimento de sistemas e ao mundo da TI. A primeira citação, também referenciada no início desta postagem, teve um impacto pessoal. É uma das formas de transformar intensões em realidade, converter ideias em ações concretas e, consequentemente, resultados.


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Para finalizar a série, na última publicação, voltei a visão para o contexto coletivo, selecionei uma frase que resume bem o mundo do desenvolvimento e relembra o jargão: o ótimo é inimigo do bom.
I’ve never said that enterprise software development is simple. While it’s fairly easy to be good, it’s difficult to be great and impossible to be perfect.
Os assuntos tratados neste último artigo giram em torno de dois conceitos. O primeiro, é o compartilhamento de uma visão comum dentro do time, foca no lado coletivo, o viabilizador da independência entre os membros de uma equipe, remete ao que foi dito sobre os gerentes, não é necessário a aprovação ou decisão do gestor ou ainda, de uma área específica. A visão comum contribui dando credibilidade mútua entre todos partícipes do empreendimento. Um dos grandes desafios do líder deve ser justamente conseguir encontrar e fortalecer esta visão comum.

O segundo conceito, subdividido em outros dois, é igualmente valoroso pessoal e coletivamente: Adaptatividade e Resiliência.
If you develop software in a business that is changing rapidly or in an industry that is highly competitive, change will come at you fast. Your team must be able to learn and adapt continually.
Resilient teams will swarm. They’ll apply their collective skills. They’ll change the rules. They’ll find a way to move forward.


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Gostei do texto, muito mais por suas generalidades do que por sua especificidades, seguindo a linha das próprias metodologias ágeis, que focam em princípios e não regras.